Embora possa não parecer, todo filho perverso tem pontos fracos. Um deles é a atenção. No momento em que eles são ignorados e suas palavras não são levadas em consideração, seu pedestal imaginário deixa de fazer sentido.
Não é fácil nos desligarmos ou nos distanciarmos desse tipo de personalidade, afinal os filhos perversos habitam em nossas famílias, infelizmente.
Suas presenças são sempre notadas, pois é isso que desejam: atenção, poder, influência.
Se há algo que eles não toleram e aceitam é serem invalidados. Uma das suas maiores necessidades é deslumbrar e se nutrir da admiração dos outros.
Uma fraqueza muito óbvia é sua incapacidade de autorreflexão e autoanálise. Eles são incapazes de olhar para dentro de si a fim de se compreender, enfim, para mergulhar em si mesmos.
Eles geralmente estão cheios de mecanismos de defesa contra a aceitação de suas muitas inseguranças. Convidá-los a nos dizer o motivo pelo qual fazem algo é uma maneira de invalidá-los.
Entre os pontos fracos dos filhos perversos está a dor de receber um “não”. Já vimos que, se há algo de que precisam, é ser o centro das atenções, ser respeitados, admirados, seguidos e ter poder sobre nós.
Algo tão simples como dizer a eles que sentimos pena deles, por quem eles são e como afastam as pessoas ao seu redor os forçará a enfrentar seu calcanhar de Aquiles.
Essa não seria apenas uma das maiores fraquezas deles, mas também seu medo capital: a solidão. Eles precisam das vítimas. Sem elas, eles morrerão de fome e solidão, não tendo ninguém para servir de sustento para o seu ego.
Para este tipo de personalidade, confrontos e discussões cara a cara não valem a pena.
Quando se trata de sobreviver naqueles cenários em que eles convivem conosco, é melhor conhecer seus pontos fracos.
Isolá-los, desautorizá-los, não lhes dar atenção e fazê-los ver que suas ações têm consequências e que vão ficar sozinhos talvez seja uma estratégia eficaz.
#PsicólogaValeriaSabater

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